Floresta Nacional do Jatuarana: Concessão Sustentável no Amazonas

Biodiversidade Nacional

Concessão da Floresta Nacional do Jatuarana: Sustentabilidade e Desenvolvimento

O projeto pode arrecadar até R$ 32,6 milhões por ano, garantindo a preservação da floresta e a geração de empregos

Iniciativa integra estratégia do governo federal de alcançar a meta de 5 milhões de hectares de florestas públicas concedidas até 2027 - Foto: Fernando Donasci/MMA

Da Redação

O Ministério do Meio Ambiente e o Serviço Florestal Brasileiro lançaram o edital para concessão da Floresta Nacional do Jatuarana, no Amazonas. A iniciativa busca aliar preservação e desenvolvimento sustentável, gerando até R$ 32,6 milhões por ano. O modelo foi estruturado pelo BNDES e deve criar mais de 900 empregos diretos.

A concessão permitirá o manejo sustentável da floresta, garantindo a extração responsável de madeira e produtos não madeireiros, como açaí e castanha-do-pará. Além disso, promoverá investimentos sociais e ambientais, beneficiando comunidades locais e incentivando a conservação.

Com uma área de 570 mil hectares, a Flona terá 453 mil hectares concedidos em quatro Unidades de Manejo Florestal. A meta do governo é alcançar 5 milhões de hectares concedidos até 2027, consolidando a gestão sustentável das florestas públicas.

A licitação será conduzida pela B3, a Bolsa de Valores do Brasil, garantindo maior transparência e competitividade. A iniciativa busca atrair investidores para impulsionar a preservação da Amazônia e fortalecer a economia verde no país.

Um diferencial do projeto são os “Encargos Acessórios”, que obrigam a concessionária a investir em pesquisa, educação ambiental e proteção florestal. Essa estratégia amplia os benefícios da concessão para além da exploração comercial.

Especialistas destacam que o manejo sustentável reduz o desmatamento, protege a biodiversidade e ajuda a combater as mudanças climáticas. A iniciativa também fortalece a economia das comunidades tradicionais, promovendo seu papel na conservação ambiental.

O secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, ressaltou que a concessão pode servir de modelo para outras áreas. “Precisamos de modelos inovadores que conciliem economia e floresta em pé”, afirmou.

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