MMA reconhece Mosaico de Áreas Protegidas no Amazonas

Meio Ambiente

Ministério do Meio Ambiente reconhece Mosaico de Áreas Protegidas no Amazonas

O evento contou com painéis temáticos e rodas de conversa sobre biodiversidade, direitos territoriais e gestão compartilhada. Participaram cerca de 600 pessoas, incluindo representantes do governo, sociedade civil e academia

Portaria de reconhecimento do mosaico foi assinada na sede do ICMBio, em Brasília (DF) - Foto: Fernando Donasci/MMA

Da Redação

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) oficializou, na última quinta-feira (20), a criação do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Madeira, no Amazonas. Com cerca de 2,4 milhões de hectares, a iniciativa fortalece a conservação ambiental e o ordenamento territorial da região.

O mosaico integra seis unidades de conservação e duas terras indígenas, promovendo uma gestão compartilhada e mais eficiente. A portaria de reconhecimento foi assinada pela ministra Marina Silva em evento realizado na sede do ICMBio, em Brasília.

A gestão integrada permitirá uma fiscalização mais eficaz, além de incentivar a economia sustentável. O turismo ecológico e a agricultura familiar serão impulsionados, beneficiando comunidades locais e garantindo a proteção da biodiversidade.

Durante o evento, a ministra Sônia Guajajara destacou que a iniciativa valoriza os territórios e culturas tradicionais. Segundo ela, os mosaicos ambientais representam uma resposta concreta às mudanças climáticas globais.

O III Workshop Nacional de Mosaicos de Áreas Protegidas reuniu autoridades, pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes de ONGs. O encontro possibilitou debates sobre estratégias de gestão e desenvolvimento sustentável.

Entre os participantes, o presidente do ICMBio, Mauro Pires, reforçou que a formação de mosaicos potencializa a proteção ambiental. Ele enfatizou a necessidade de políticas integradas e fiscalização eficaz para combater ameaças à biodiversidade.

O evento contou com painéis temáticos e rodas de conversa sobre biodiversidade, direitos territoriais e gestão compartilhada. Participaram cerca de 600 pessoas, incluindo representantes do governo, sociedade civil e academia.

A criação do Mosaico do Baixo Rio Madeira resultou de dois anos de planejamento e diálogo com comunidades e especialistas. O processo envolveu oficinas participativas e elaboração de um plano de ação baseado na governança ambiental.

Os próximos passos incluem a ampliação da fiscalização e a implementação de sistemas de monitoramento ambiental. O MMA também prevê incentivos às atividades produtivas sustentáveis, aliando conservação e desenvolvimento.

A ministra Marina Silva reforçou que a gestão integrada é um modelo inovador para a proteção ambiental. Segundo ela, a inteligência coletiva e o saber tradicional são fundamentais para garantir o equilíbrio ecológico.

As comunidades locais desempenham um papel central na proteção do território. A participação ativa de povos indígenas e ribeirinhos fortalece a governança e garante a sustentabilidade do projeto.

A conservação do Baixo Rio Madeira representa um avanço significativo na política ambiental do país. O reconhecimento do mosaico demonstra o compromisso do Brasil com a proteção da Amazônia e com a preservação da biodiversidade.

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