Amazônia tem menor índice de desmatamento em Unidades de Conservação desde 2008
Brasil registra queda histórica no desmatamento em áreas protegidas, com reduções de 31% na Amazônia e 45% no Cerrado, reforçando o compromisso com a meta de desmatamento zero até 2030
Redação
O Brasil alcançou resultados inéditos no combate ao desmatamento entre agosto de 2024 e julho de 2025. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostram que o índice nas Unidades de Conservação caiu 31% na Amazônia e 45% no Cerrado, a maior redução desde 2008.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que os números refletem o compromisso do governo com a preservação dos biomas e o fortalecimento das áreas protegidas. Segundo ela, o resultado comprova que as Unidades de Conservação são essenciais para proteger a biodiversidade e garantir estabilidade climática.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atribui o sucesso à retomada da presença em campo e ao reforço das fiscalizações. A recomposição de conselhos participativos e o investimento em políticas sociais também contribuíram para conter o avanço do desmatamento.
Além das ações de monitoramento, o governo criou e ampliou 14 novas unidades de conservação desde 2023, totalizando 550 mil hectares protegidos. Outras 59 Reservas Particulares do Patrimônio Natural também foram instituídas, fortalecendo a rede de proteção ambiental no país.
Com a redução das taxas, o Brasil chega à COP30, em Belém, com um recado claro à comunidade internacional: preservar florestas é uma estratégia eficaz para combater a crise climática e garantir um futuro sustentável para o planeta.
