Rio Bonito do Iguaçu: tornado devastador deixa mortos, feridos e cidade em ruínas
Com ventos que ultrapassaram 250 km/h, o fenômeno destruiu a cidade, deixou um cenário de devastação e famílias desabrigadas. Autoridades decretaram situação de emergência e intensificam o socorro às vítimas
Redação
Na noite de sexta-feira (7), o tornado de grande intensidade atingiu o município, provocando destruição em larga escala. O fenômeno foi classificado preliminarmente como de categoria F2, podendo ter alcançado F3, com ventos superiores a 250 km/h. A força do tornado surpreendeu moradores e autoridades locais.
As autoridades confirmaram ao menos seis mortes e mais de 430 feridos, sendo cerca de nove em estado grave. Casas, comércios e prédios públicos foram completamente destruídos ou severamente danificados, deixando milhares de pessoas desalojadas ou sem teto. Estima-se que cerca de 10 000 pessoas foram afetadas diretamente.
O impacto na infraestrutura foi devastador: postes e árvores arrancados, veículos virados, telhados levados e ruas intransitáveis. A cidade ficou sem energia elétrica e sem comunicação por várias horas, dificultando o trabalho das equipes de resgate e o socorro às vítimas.
O governo estadual decretou situação de emergência e mobilizou equipes da Defesa Civil do Paraná, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná e das forças de segurança para prestar assistência imediata à população. Também foram abertos abrigos provisórios e pontos de arrecadação de donativos para ajudar os atingidos.
Equipes de voluntários e entidades civis também se uniram ao esforço humanitário. Cidades vizinhas enviaram mantimentos, cobertores e roupas, enquanto profissionais de saúde se deslocaram para auxiliar no atendimento aos feridos. A solidariedade vem sendo o ponto de apoio em meio ao caos.
Agora, o foco está na reconstrução e no apoio humanitário às famílias afetadas. O evento reacende o alerta sobre a vulnerabilidade de municípios do interior diante de fenômenos climáticos extremos, que vêm se tornando cada vez mais frequentes e intensos no Brasil.




