COP30 reúne 1,6 mil lideranças indígenas da Amazônia em Belém

Meio Ambiente Nacional

COP30 reúne 1,6 mil lideranças indígenas da Amazônia em Belém

Representantes de nove países da Bacia Amazônica participam da COP30, reivindicando que os territórios indígenas sejam reconhecidos como política climática essencial. O grupo, defende maior participação nas decisões globais 

A rede Coiab terá programação nas Zonas Azul e Verde, além da Cúpula dos Povos - Bruno Peres/Agência Brasil

Redação

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30) conta, este ano, com uma das maiores mobilizações indígenas da história das conferências climáticas. São 1,6 mil lideranças vindas de nove países da Bacia Amazônica que exigem o reconhecimento dos territórios indígenas como parte das políticas oficiais de mitigação climática.

As delegações ressaltam que essas áreas são as mais preservadas da floresta e desempenham papel vital na absorção de carbono. Contudo, alertam que a pressão sobre suas terras cresce, vinda principalmente da mineração ilegal e da expansão agropecuária. Além disso, são as comunidades que mais sofrem os efeitos diretos da crise climática, como secas prolongadas e inundações severas.

“Sem território, não há vida, clima e nem futuro”, afirmou Toya Manchineri, coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). Ele reforçou que a preservação das terras indígenas é fundamental para o equilíbrio climático global e para a conservação da biodiversidade.

As lideranças apresentaram suas próprias Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), documento que reúne metas indígenas para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Entre as demandas, estão o reconhecimento de territórios, acesso direto a recursos financeiros, proteção de defensores e valorização dos conhecimentos tradicionais.

Toya destacou que a presença indígena na COP30 vai além do simbolismo: “Esta conferência é uma oportunidade histórica para compromissos sérios e concretos, mas a nossa luta continua em todos os espaços de decisão global.”

Durante o evento, a rede Coiab terá programação nas Zonas Azul e Verde, além da Cúpula dos Povos, na Aldeia COP. As atividades incluem debates, painéis e manifestações culturais voltadas à visibilidade das pautas amazônicas.

No dia 17, está prevista a Marcha dos Povos Indígenas, que deve percorrer as principais ruas de Belém, saindo da Avenida Perimetral. A programação completa das atividades pode ser consultada no site da Coiab.

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