Museu das Culturas Indígenas tem programação de férias voltada à memória e aos saberes dos povos originários
O Museu das Culturas Indígenas abre 2026 com uma programação especial de férias que valoriza o brincar, a memória e os saberes dos povos originários. Ao longo de janeiro, atividades gratuitas promovem educação, diálogo intercultural e convivência para públicos de todas as idades
Redação
O Museu das Culturas Indígenas (MCI) iniciou 2026 com uma programação especial de férias que convida públicos de todas as idades a vivenciarem o brincar, a memória e o compartilhamento de saberes dos povos originários. As atividades gratuitas acontecem ao longo do mês de janeiro. A iniciativa reforça o museu como espaço de educação, diálogo intercultural e convivência.
Entre os destaques está “Férias na TAVA: Ninmangwá Djagwareté – a brincadeira da onça”, em cartaz de 2 de janeiro a 1º de fevereiro. A atividade apresenta um jogo tradicional da cultura Guarani e de outros povos da Abya Yala. A proposta evidencia o brincar como parte essencial dos processos educativos indígenas.
A programação segue no dia 18 de janeiro com “Férias no Museu: brincar em família!”, reunindo mestres de saberes do MCI e o público em atividades interativas. Brincadeiras tradicionais como arco e flecha, zarabatana e arapuca integram a ação. A iniciativa promove o encontro entre gerações e aproxima famílias dos conhecimentos indígenas.
No campo da memória, da arte e da educação, o museu realiza em 17 de janeiro a atividade “Recuperando a memória Mura: arte e pedagogia da afirmação indígena”. O encontro aborda vivências culturais, identidade e resistência do povo Mura. Narrativas, pintura corporal e literatura fortalecem o diálogo sobre afirmação indígena.
A literatura e a oralidade também ganham destaque na Contação de Histórias MCI, que ocorre em 24 de janeiro. A atividade valoriza narrativas que conectam infância, natureza e espiritualidade indígena. O momento reforça a importância da tradição oral na preservação cultural.
Ainda no dia 24 de janeiro, o museu promove uma roda de conversa em celebração ao Dia Nacional da Consciência Indígena. O debate aborda território, memória e os desafios enfrentados pelos povos originários. A ação propõe reflexões sobre identidade, resistência e enfrentamento do apagamento histórico.
Encerrando a programação de janeiro, o Cineclube TAVA exibe o documentário “Do colo da Terra”, seguido de roda de conversa. O filme retrata infâncias indígenas e destaca o brincar e a espiritualidade como princípios centrais da educação. A iniciativa reafirma o compromisso do MCI com a valorização das culturas originárias.
