Histórico: Monte Pascoal celebra 64 anos com reinauguração do Centro de Visitantes Céu Azul
Com festa marcada por rituais indígenas, exposições culturais e ações de conservação, o Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal celebrou 64 anos com a reinauguração do Centro de Visitantes Céu Azul, fortalecendo o vínculo entre cultura, biodiversidade e visitação sustentável no Extremo Sul da Bahia
Redação
Teve festa no Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal no sábado do 28 de novembro. Berço simbólico do Brasil e território ancestral do Povo Indígena Pataxó, a unidade comemorou 64 anos com uma programação especial que reuniu indígenas, gestores ambientais e parceiros institucionais. O destaque foi a reinauguração do Centro de Visitantes Céu Azul, com apoio do WWF-Brasil.
Com cerca de quarenta anos de existência, o Centro passou por reformas e voltou a receber o público como espaço de acolhimento e educação ambiental. O local foi reaberto com a proposta de aproximar visitantes da história, da biodiversidade e da cultura dos povos do território. A iniciativa reforça o papel do parque como área protegida e espaço de aprendizagem.
A reabertura foi abençoada com o ritual Awê, conduzido por lideranças da Aldeia Pé do Monte. A cerimônia emocionou os presentes e evidenciou a força cultural dos povos originários, guardiões históricos do Monte Pascoal. O momento marcou a celebração como um ato simbólico de resistência e valorização cultural.
No interior do Centro de Visitantes, o público conferiu a exposição fotográfica “Monte Pascoal dos Pataxó – Valorização da cultura indígena através da visitação”. Também foi possível conhecer iniciativas de conservação por meio de experiências imersivas, como a realidade virtual do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e informações sobre outras Unidades de Conservação da região.
Mais de 400 pessoas participaram da programação, que incluiu café da manhã, mesa de abertura e apresentações culturais. Durante o evento, foram anunciadas descobertas importantes, como o registro de uma nova espécie de gravatá para a ciência e o avistamento inédito de uma harpia no parque. Também foram lançados materiais educativos e séries audiovisuais voltadas à valorização da Grande Mata Ancestral.
As atividades seguiram ao longo do dia com pré-lançamentos de documentários, ações educativas e momentos de lazer para crianças e famílias. No espaço externo, houve pintura corporal Pataxó, comercialização de produtos da agricultura familiar e artesanato, além do plantio simbólico de 64 mudas nativas. À tarde, visitantes percorreram trilhas e participaram da reunião do Conselho Consultivo do Parque.
