Luta contra o garimpo ilegal: Operação Munduruku e seus impactos na Amazônia

Causa Indígena Nacional

Luta contra o garimpo ilegal: Operação Munduruku e seus impactos na Amazônia

Foram realizadas 523 fiscalizações, inutilizando acampamentos, embarcações, maquinário pesado e grandes quantidades de óleo diesel. Mercúrio e ouro ilegais foram apreendidos e multas totalizaram R$ 24,2 milhões

A Operação Munduruku mobilizou uma força-tarefa composta por diversos órgãos federais - Foto Secom-PR

Da Redação

O projeto Escola Vai ao Mangue leva alunos para vivência direta no maior manguezal do mundo, localizado no Pará. A iniciativa promove aprendizado sobre biodiversidade e a relação das comunidades locais com esse ecossistema. Em 2024, cerca de 2 mil estudantes participaram dessa imersão educativa e cultural.

Bragança, no nordeste do Pará, está inserida na maior faixa contínua de manguezais do planeta. A região mescla a floresta amazônica com o ecossistema marinho, criando uma biodiversidade singular. O local abriga espécies importantes como o caranguejo-uçá e o molusco turu.

Segundo Marcus Fernandes, da Universidade Federal do Pará (UFPA), o Brasil tem a segunda maior área de manguezais do mundo. A costa amazônica, que inclui Amapá, Pará e Maranhão, concentra mais de 80% dessas formações. O ecossistema é essencial para a biodiversidade e proteção costeira.

Muitos alunos da região, apesar de viverem próximos ao mangue, nunca o exploraram de perto. Maria Eduarda Mendes, de 17 anos, participou do projeto em 2024 e se surpreendeu com a experiência. “Foi incrível sentir a lama, ver as raízes e entender melhor esse ecossistema”, relatou.

Em 2025, ano da COP30 em Belém, os organizadores do projeto planejam ampliar as atividades. A Conferência Internacional Infantojuvenil sobre Educação e Mudança do Clima trará novas discussões sobre a importância da educação ambiental. A ideia é envolver mais estudantes na defesa do meio ambiente.

Os alunos aprendem sobre a fauna e flora dos manguezais, identificando espécies dominantes como o mangue-vermelho e o mangue-preto. Também participam do reflorestamento de áreas degradadas. Essas atividades reforçam a consciência sobre a preservação desse ecossistema vital.

Com o projeto, já foram recuperados 16 hectares de manguezal na Amazônia. A interação com pescadores e extrativistas locais permite a troca de saberes tradicionais. A educação ambiental, aliada à prática, fortalece a relação entre a população e o meio ambiente.

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