Mês das Mães da Vila São Pedro tem palestra sobre saúde, qualidade de vida e violência contra a mulher

Artigo de Wilma Moraes Direitos Humanos Saúde e Qualidade de Vida

Mês das Mães na Vila São Pedro tem palestra sobre saúde, qualidade de vida e violência contra a mulher

Josias Paz: um dia junto às mulheres guerreiras da comunidade não tem preço - Foto: Arquivo

Por Wilma Maria Moraes

No último dia 16, no período matutino, a convite da assistente social Jucinélia Silva, eu estive presente em um encontro memorável em São Bernardo do Campo. O legislador Josias Paz (Podemos) reuniu um grupo de mulheres com o objetivo de homenagear as mães da Vila São Pedro.

O ambiente estava festivo e o evento já começou com tudo, trazendo uma aula de Zumba logo de início. Confira alguns momentos desse lindo encontro, clicando aqui.

Logo após, foi registrada a presença e a trajetória de trabalho do amigo e colega de Câmara, Ivan Silva (Podemos) do Jardim Silvina. Em seguida, os dois vereadores fizeram um pronunciamento sobre o quadro atual da violência contra a mulher e o relato objetivo das ações implantadas na cidade e os  projetos futuros no tocante à saúde e qualidade de vida do público feminino. A seguir, o serviço de café feito com muito capricho e sabor.

O ambiente organizacional contemporâneo, rotineiramente sujeitado pela pressão por resultados e pela meritocracia extrema, vem se deteriorando em uma arena de confrontos velados, podendo-se observar concorrência desleal, autossabotagem coletiva, fofocas e rivalidade, contexto em que o colega é encarado não como um colaborador da equipe, todavia como um alvo a ser neutralizado. 

Em decorrência disso, o ambiente de trabalho é profundamente afetado, causando séria incidência de adoecimento físico e mental, tal qual ansiedade e depressão. Em tudo isso, o mais dramático é que não percebemos que ao coisificarmos as pessoas, tornamo-nos também coisas. Coisificar os outros coisifica a nós mesmos. Desumanizar o outro desumaniza-nos. Não acolher os outros é não acolher a nós mesmos. 

Mesmo assim, reconhecer o outro, ultrapassa legalmente o mero discurso não-verbal de interação. Manifesta-se no olhar, na postura corporal e na força do toque. Revela-se tanto no que se fala quanto no que se fica por dizer. É algo que não dá para disfarçar.

Um vínculo de confiança é percebido não apenas como um constructo social, no entanto como um relevante pilar de amparo psicológico na construção contínua de aprendizagem e autonomia, exteriorizando-se de maneira intensa na comunicação não-verbal. Bem mais do que a linguagem falada de amizade, é na congruência entre as atitudes, postura corporal e na entonação do tom de voz que constata-se a natureza e a autenticidade do vínculo.

Estudiosa do comportamento humano, pude perceber a cumplicidade genuína entre os dois colegas, Josias e Ivan. Ela ultrapassa a simples partilha da rotina. Trata-se de um acordo tácito de suporte recíproco em meio ao turbilhão de prazos e objetivos.

No fim das contas, o cotidiano torna-se menos pesado e mais tranquilo, pois você sabe que não está só repartindo tarefas, ainda assim, erguendo um refúgio seguro com quem divide o mesmo barco.

Saí daquele local abraçada por um profundo bem-estar, acreditando que o mundo pode melhorar e a mudança é inevitável. E uma melodia de Flávio Leandro e Elmo Oliveira, veio à lembrança: “Quando eu mudo, o mundo muda, cai na minha dança/Se eu mexo no meu mundo, o resto se balança/Muda tudo o tempo todo feito uma criança. O que não muda nesse mundo é somente a mudança.”

Valeu, Josias Paz! Porque paz é bom para todos!

Wilma Maria Moraes é especialista em Projetos e Administração Hospitalar e presidente-fundadora do Instituto de Projetos Educacionais e Sociais – IPES.

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