Educação ambiental aproxima estudantes do maior manguezal do planeta
Estudantes do Pará vivenciam de perto a riqueza do maior manguezal do mundo. O projeto Escola Vai ao Mangue promove aprendizado e consciência ambiental por meio da experiência direta com esse ecossistema
Da Redação
O projeto Escola Vai ao Mangue leva alunos para vivência direta no maior manguezal do mundo, localizado no Pará. A iniciativa promove aprendizado sobre biodiversidade e a relação das comunidades locais com esse ecossistema. Em 2024, cerca de 2 mil estudantes participaram dessa imersão educativa e cultural.
Bragança, no nordeste do Pará, está inserida na maior faixa contínua de manguezais do planeta. A região mescla a floresta amazônica com o ecossistema marinho, criando uma biodiversidade singular. O local abriga espécies importantes como o caranguejo-uçá e o molusco turu.
Segundo Marcus Fernandes, da Universidade Federal do Pará (UFPA), o Brasil tem a segunda maior área de manguezais do mundo. A costa amazônica, que inclui Amapá, Pará e Maranhão, concentra mais de 80% dessas formações. O ecossistema é essencial para a biodiversidade e proteção costeira.
Muitos alunos da região, apesar de viverem próximos ao mangue, nunca o exploraram de perto. Maria Eduarda Mendes, de 17 anos, participou do projeto em 2024 e se surpreendeu com a experiência. “Foi incrível sentir a lama, ver as raízes e entender melhor esse ecossistema”, relatou.
Em 2025, ano da COP30 em Belém, os organizadores do projeto planejam ampliar as atividades. A Conferência Internacional Infantojuvenil sobre Educação e Mudança do Clima trará novas discussões sobre a importância da educação ambiental. A ideia é envolver mais estudantes na defesa do meio ambiente.
Os alunos aprendem sobre a fauna e flora dos manguezais, identificando espécies dominantes como o mangue-vermelho e o mangue-preto. Também participam do reflorestamento de áreas degradadas. Essas atividades reforçam a consciência sobre a preservação desse ecossistema vital.
Com o projeto, já foram recuperados 16 hectares de manguezal na Amazônia. A interação com pescadores e extrativistas locais permite a troca de saberes tradicionais. A educação ambiental, aliada à prática, fortalece a relação entre a população e o meio ambiente.
