Terremotos na Venezuela mobilizam resgate e apoio internacional após desastre de grandes proporções

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Terremotos na Venezuela mobilizam resgate e apoio internacional após desastre de grandes proporções

Dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) provocaram destruição, centenas de vítimas e uma grande mobilização internacional para apoiar as operações de resgate e assistência humanitária

Equipes de emergência em frente a escombros de prédio derrubado por terremotos históricos em Caracas, na Venezuela, em 25 de junho - Foto: Leonardo Fernandez Viloria (REUTERS)

Da Redação

A Venezuela foi atingida na tarde da quarta-feira (24) por dois fortes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados com menos de um minuto de diferença. Os tremores provocaram o desabamento de edifícios, danos severos à infraestrutura e pânico generalizado entre a população, principalmente em Caracas e em outras cidades da região central do país. A força dos abalos também foi sentida em países vizinhos, como Colômbia e Brasil.

Os tremores deixaram ao menos 188 mortos e 1.520 feridos, segundo informou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, nesta quinta-feira (25). Na capital Caracas, foram confirmadas 25 mortes. As autoridades alertam que o número de vítimas ainda pode aumentar, já que há pessoas desaparecidas e muitas áreas seguem isoladas ou com acesso dificultado. O governo decretou estado de emergência e mobilizou hospitais, forças de segurança e a defesa civil.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), um dos terremotos foi o mais forte a atingir a Venezuela em mais de um século. O órgão destacou a intensidade incomum do evento e o potencial destrutivo. Desde os dois principais abalos, já foram registradas pelo menos 30 réplicas. O maior terremoto da história do país ocorreu em 1900, quando um tremor de magnitude 7,7 atingiu a costa norte venezuelana, próximo a Caracas.

As equipes de resgate seguem trabalhando de forma ininterrupta na busca por sobreviventes sob os escombros. Há relatos de pessoas ainda sendo localizadas com vida em estruturas colapsadas, enquanto centenas permanecem desaparecidas ou desalojadas. Prédios públicos e escolas foram adaptados como abrigos temporários, e serviços essenciais como energia e transporte sofreram interrupções em diversas regiões.

Diante da gravidade da tragédia, uma ampla mobilização internacional foi acionada. Países como Brasil, Estados Unidos, México, Colômbia, El Salvador, França, Espanha, Itália, Equador, Panamá e República Dominicana anunciaram ajuda humanitária e envio de equipes especializadas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) também coordena o apoio internacional. Autoridades e líderes mundiais expressaram solidariedade, enquanto especialistas afirmam que as próximas semanas serão decisivas para o resgate de vítimas e início da reconstrução.

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