Brasil leva à COP17 agenda de restauração, combate à desertificação e segurança hídrica
Por Redação
A participação brasileira na 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17) terá uma ampla programação no Pavilhão Brasil, na Blue Zone, Área C2.
Entre os dias 17 e 28 de agosto de 2026, representantes do governo, organizações da sociedade civil, universidades e instituições de pesquisa apresentarão experiências e propostas relacionadas à restauração de ecossistemas, combate à desertificação, convivência com a seca e adaptação climática.
A abertura oficial do Pavilhão Brasil está prevista para o dia 17 de agosto, das 16h às 18h. A programação terá início no dia seguinte com debates sobre financiamento direto para povos indígenas e comunidades tradicionais, licenciamento ambiental, restauração em escala e combate à desertificação na Caatinga.
Também serão discutidos protocolos de educação ambiental diante das secas, do calor intenso e de outros eventos climáticos extremos, além do papel do Cerrado e da Caatinga no enfrentamento à degradação da terra.
No dia 19, os painéis abordarão a restauração socioprodutiva da Caatinga, o fortalecimento de comunidades tradicionais e a elaboração de planos estaduais de combate à desertificação.
A programação também tratará da relação entre restauração da terra e racismo ambiental, de práticas de manejo silvipastoril para produção sustentável em florestas secas e dos conhecimentos dos povos indígenas para enfrentar a degradação e a seca prolongada nos biomas brasileiros.
As discussões do dia 20 estarão concentradas no manejo e na restauração de florestas em terras secas, no financiamento dessas ações na América Latina e no protagonismo das juventudes da Caatinga no combate à desertificação.
Também estão previstos debates sobre estratégias para alcançar a neutralidade da degradação da terra, mudanças nas características das secas e da aridificação no Nordeste brasileiro e os saberes das mulheres indígenas como estratégia de adaptação climática.
A programação segue com painéis sobre unidades de conservação, juventudes, tecnologias sociais e cooperação Sul-Sul para a restauração de terras secas na África e na América Latina. Também serão apresentadas experiências de sistemas agroflorestais e agroecológicos para recuperar áreas degradadas e soluções desenvolvidas para reverdecer terras secas.
Após dois dias sem atividades programadas, o Pavilhão Brasil retoma a agenda em 24 de agosto, com destaque para o financiamento climático e a participação das juventudes na restauração dos territórios.
Nos últimos dias de programação, os temas se ampliam para questões como água, terra, pessoas, sistemas alimentares e saúde do solo. Estão previstos painéis sobre restauração ambiental e ciclo hidrológico, transição energética em regiões semiáridas, acesso à água, agricultura familiar, restauração da Caatinga, resiliência de paisagens produtivas e bioinovação. A agenda também inclui discussões sobre o papel das florestas brasileiras na agenda climática global e o Nordeste como laboratório de soluções para regiões semiáridas.
O encerramento da programação brasileira terá debates sobre agricultura resiliente, governança no combate à desertificação e investimentos para alcançar a neutralidade da degradação da terra. Entre os últimos painéis estão ainda a discussão sobre águas subterrâneas salobras e a construção de territórios resilientes, com soluções integradas de água e terra voltadas ao enfrentamento da desertificação e à promoção da segurança hídrica e alimentar.
A diversidade de temas evidencia a busca por soluções integradas que unam restauração ambiental, produção sustentável, justiça climática e melhoria da qualidade de vida das populações.
